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Como decidir pelo curso de Teologia ideal

Mais especial que apenas uma escolha de curso, a escolha em si por Teologia é um questionamento sobre o caminho a seguir na vida.

Se você gosta muito de questões religiosas e pensa em estudar Teologia, mas não dúvidas se esse é o melhor curso para você, reflita para descobrir se você se identifica com essa área.

Sobre o conteúdo do curso

Durante o curso o futuro teólogo se dedicará ao estudo das religiões e sua influência sobre a sociedade. Pesquisando a história, os fenômenos e as tradições religiosas, interpretando textos sagrados, doutrinas e dogmas religiosos. Irá associar essas informações com outras das ciências humanas e sociais, como antropologia e sociologia, e identifica as relações entre a religião e diferentes culturas e grupos sociais.

Algumas instituições dão ênfase à análise sociológica e antropológica das religiões, já outras dão foco ao estudo de textos sagrados. Em ambos os casos, o aluno se debruça em profundidade sobre as tradições religiosas que fazem parte de nossa tradição cultural. O estudante tem contato com disciplinas como didática e psicologia da educação.

Sobre o mercado de trabalho e a atuação do Teólogo

Boa parte dos estudantes de Teologia buscam o curso como preparo para o ministério. Mas é cada vez maior o número de interessados pelo campo de evangelização e promoção humana, em obras educativas, assistenciais e de saúde, no Brasil e no exterior.

Como pesquisador, pode estudar o fenômeno religioso e sua relação com a atividade humana.

O Teólogo pode assessorar pessoas e organizações públicas ou privadas que utilizem a religião no desenvolvimento de seu trabalho.

Depois de formado, onde o Teólogo pode encontrar oportunidades profissionais em escolas e universidades, grupos religiosos e ecumênicos, igrejas e pastorais. ONGs, associações de apoio a dependentes químicos e doentes, associações de comunidades carentes, orientando grupos religiosos e atender a instituições que realizam trabalhos sociais voltados para a religião. Ainda em instituições prisionais, Marinha, Exército e Aeronáutica. Ou empresas dos mais diversos portes.

Pode também trabalhar como pesquisador ou assessor de grupos religiosos e ecumênicos. Como licenciado, dá aulas de ensino religioso e ética em escolas de ensinos Fundamental e Médio e também em ONGs, centros culturais e religiosos. Embora não exista a obrigatoriedade do ensino religioso nas escolas, diversas instituições oferecem essas disciplinas aos alunos, o que representa mais uma fonte de trabalho para o licenciado.

Outra área em alta são as editoras de revistas e livros religiosos.

E claro, no sacerdócio, atuando como padre ou pastor.

O que se espera do estudante

É esperado do estudante de Teologia grande interesse em estudar a história e o desenvolvimento das religiões. É importante que tenha grande interesse em filosofia e história, com facilidade para leitura de textos muito densos.

Muitos candidatos apesar de se considerarem uma pessoa religiosa, não tem muito interesse pelos aspectos mais teóricos e filosóficos do tema, isso acaba se tornando um desafio.

Já quem é bastante religioso e gostaria de entender melhor todos os aspectos da espiritualidade, desde a história, até os fundamentos filosóficos, teóricos e morais que cercam a religião, tem mais facilidade ao longo do curso.

É preciso ter grande interesse por todas as questões teóricas-científicas sobre Deus, a humanidade e o universo.

O curso de Teologia gratis forma: padres, pastores, professores e acadêmicos.

Durante o curso são estudados: a história do Cristianismo, as Escrituras Sagradas, os dogmas religiosos e questões ecumênicas. Além de história das religiões, as Sagradas Escrituras e os dogmas, também psicologia, comunicação, diálogo inter-religioso, moral e ética.

O curso é indicado para quem gosta muito de ler, tanto literatura quanto textos teóricos. Além disso, se você se considera uma pessoa de fé e tem interesse pela história da sua tradição religiosa, pode apostar nesse caminho.

 

Quem foi e o que podemos aprender com John Wesley?

jOHN WESLEY

De uma família rígida e com um pai difícil de se agradar, John Wesley, nascido em 1703, era nada menos que o 14º filho nascido em sua família.

Ele viveu uma época de profunda crise social na qual operários e mineradores chegavam a trabalhar mais de 16 horas por dia em troca de um salário muito baixo.

Isso sem falar que também havia abuso de trabalho infantil e milhares de crianças em idade escolar acabavam morrendo em decorrência de doenças e também do frio.

Em contraponto a isso havia uma parte muito nobre da sociedade, que pertencia a castas e possuía o direito legal de explorar meios de produção e também outros seres humanos sem falar que podiam escolher por provar ou conceder às pessoas direitos básicos de subsistência.

Foi justamente nesse conturbado contexto que surgiu o movimento Metodista, que teve seu início na Inglaterra no princípio século XVIII, logo quando diversos estudantes de Oxford, seguindo os comandos de John e Carlos Wesley, se uniram para cultivar a fé cristã através da leitura dos ensinamentos bíblicos e da prática do jejum.

Dessa forma, John Wesley deu início ao Metodismo visando renovar e também fortalecer o espírito cristão de todas as pessoas que comungavam junto à igreja Anglicana.

A origem do no nome “Metodista” surgiu pois John havia criado seus próprios métodos, tais como dias de jejum pré-estabelecidos, hora certa para a leitura dos textos sagrados, dias marcados para visitar enfermos e presidiários e etc.

Com isso John Wesley se dedicou, a vida inteira, aos ensinamentos bíblicos, criando uma relação entre as suas vivências e a de Cristo dando origem a uma teologia embasada a experiência antes do entendimento.

Segundo o próprio John Wesley “O evangelho de Cristo não conhece religião, que não seja religião social; Não conhece santidade, que não seja santidade social.”.

 Mas afinal, o que podemos aprender com John Wesley

O mais interessante que podemos aprender com John Wesley é sua determinação e sua entrega pois ele vivenciava na prático tudo aquilo que dizia e pregava.

Esse tipo de atitude o levou a ponto de renuncias o pouco que tinha para viver e para manter-se em um inverno rigoroso a fim de pagar uma professora que pudesse ensinar as crianças de rua, descrevendo essa experiência religiosa como algo que lhe aquecia o coração.

Desde então, John Wesley e seu exemplo servem como uma forte referência na doutrina metodista como demonstração de que tanto a religiosidade individua como a realização de ações concretas devem andar juntas e se entendidas como uma proposta de Deus para a Igreja.

Logo podemos dizer que esse envolvimento do metodismo com os aspectos sociais é um dos maiores exemplos que John Wesley poderia ter deixado e acompanha a doutrina desde deu início.

Um excelente exemplo disso é a humanização de presídios, a luta por dignidade salarial para operários, o combate a mão-de-obra escrava sem falar no empenho em conseguir fornecer um ensino básico às crianças pobres.

Dentre muitas coisas que podemos aprender com John Wesley então, uma delas é que a religião, sem a ação não é completa.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/John_Wesle / www.igrejawesleyana.com.br

 

 

 

 

Quem foi e o que podemos aprender com Jacob Armínio?

Nascido Jacob van Harmazoon (1560-1609), ou como é conhecido, Jacobus Arminius, seu nome latinizado, foi um holandês que, ainda muito jovem, ficou órfão de pai, juntamente com mais dois irmãos pequenos.

Jacob Armínio

Entretanto, houve um massacre espanhol na cidade de Oudewater, onde Armínio morava, no ano de 1572 e nele morreram seus parentes, sua mãe e seus irmãos.

Com isso Jacob Armínio foi adotado pelo pastor Theodorus Aemilius que tratou de enviá-lo para estudar em Utrecht assim que faleceu. Sua educação passou nesse momento para as mãos do professor Rudolph Snellius que o ensinou sobre teologia na Universidade de Leiden que havia sido recém fundada.

Dentre os muitos professores que Jacob Armínio teve nessa universidade, o professor Johann Kolmann, que falava do Calvinismo, se destacou.  Isso por que a maneira como Kolmann se referia a Deus, como um tirano, fez com que um interesse despertasse em Jacob Armínio fazendo-o elaborar uma teologia capaz de competir com essa.

Entre idas e vindas, mas agora já em Genebra, Jacob Armínio conheceu um professor chamado Johannes Uyttenbogaert, ainda sem saber que ele se tornaria um aliado muito importante nas discussões teológicas que haveriam no futuro.

Já no ano de 1587, Jacob Armínio teve sua estadia em Genebra interrompida graças a uma viagem para a Itália que se prolongou por alguns meses onde, em Pádua, assistiu a aula de filosofia de um professor chamado Tiago Zabarela.

Agora no ano de 1588 Jacob Armínio foi convidado para ser pastor em Amsterdã, que foi quando passou a ganhar muita reputação como um teólogo promissor, pois havia sido bem educado em suas andanças por Genebra, Pádua, Basileia, Leiden e etc.

Então em 1590 Jacob Armínio se casou com Lijsbet Reael, que era uma aristocrata da época. Esse casamento permitiu que ele circulasse entre pessoas influentes da sociedade, como líderes e comerciantes.

Já no ano de 1591 Jacob Armínio se envolveu em briga com um imigrante chamado Petrus Plancius, e a intervenção do consistório foi necessária para que se mantivesse a paz e se evitasse divisões na população.

Não demorou para que a fama e Jacob Armínio como um homem bem educado nas Escrituras Sagradas ganhasse proporções, fazendo com que ele fosse recrutado pelas lideranças da Igreja de Amsterdã, a fim de refutar as ideias de Dirk Koornhert, um teólogo.

Isso porque, segundo esse teólogo, o Calvinismo era inaceitável visto que a sua doutrina sobre predestinação acaba recusando a Justiça Divina.

Para isso então, Jacob Armínio estudou seus materiais, comparou ele com as escrituras e com diversos outros teólogos e, ao invés de refutar as ideias do teólogo, ele acabou concordando com algumas delas.

Em 1603 Jacob Armínio começou a lecionar em Leiden, visto que dois professores haviam falecido no ano anterior e isso iniciou uma nova época de debates sobre teologia.

Jacob Armínio lecionou até a sua morte, em 1609, tempo suficiente para envolver-se em uma disputa com um colega, também teólogo sobre a teoria supralapsariana da eleição.

O debate se estendeu até que, em 1607, Jacob Armínio pediu aos Estados da Holanda que resolvessem a disputa de forma digna e baseados na Bíblia e o veredito foi dado a favor de Jacob Armínio.

Inconformado com a derrota, o oponente de Armínio continuou a ataca-lo até que os Estados da Holanda convocaram uma reunião de conciliação.

Entretanto, esse encontro nunca chegou a acontecer pois Jacob Armínio estava com tuberculose e veio a falecer logo em seguida.